terça-feira, 8 de abril de 2014

Vi o anjo que se foi.




Lembro-me dela como um barquinho de papel.
Simples, pequena e bela. 
Cabe em minhas mãos, mas mesmo cabendo nelas, não era minha... 
Um paradoxo: simplesmente complexa; pequena imensidão; de uma beleza assustadora.
Será que cabia mesmo em minhas mãos? 
Insanamente tentei dar limites à liberdade? 
Ou disse a liberdade que ela não tem limites? 
Não sei responder.
Apenas sei que ela não está em minhas mãos... 
Ela se foi num domingo de sol. 
E eu menino, vi o pássaro voar... 
Pois ela nunca esteve em minhas mãos, mas eu sempre estive nas suas...
E eu vi o pássaro voar, vi o anjo que se foi.



Rio Grande, 19/12/2012

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