segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cicatrizes



Meu rosto molhado pela chuva esconde 

as lágrimas que escorrem de meus olhos...

Só hoje me dei conta do que foi escrito...

E o tempo não vai voltar...

Não sei direito quem se perdeu: o tempo ou eu.

Inutilmente busco perder tempo,

mas não me é direito perder o que não é meu...

Busco achar algo que ninguém perdeu...

E o mais estranho é que aconteceu, acontece e acontecera...

Mesmo que tudo se torne nada, o nada será algo a ser...

Pois o tudo não se transforma ele já é,

e o nada pode se transformar em muitas coisas...

Inclusive no tudo.

Perdido em um lugar conhecido...

Um marinheiro sem mar...

Pássaro sem céu...

Um poeta sem musa...

Um nada sem o tudo.

Estamos onde devemos estar

não pelo destino e sim por que decidimos ser.

Gosto mais das palavras escritas do que as que são ditas...

O que eu escrevo até pode ser entendido de outra forma,

mas por qualquer duvida está lá para comprovar...

Já o que eu digo, depende daquilo que o outro quer entender...

Enquanto são pensamentos, nos pertencem...

Depois de virarem palavras, já não nos pertencem mais...

Não podemos esquecer isso!

Não tente abrir de novo minhas feridas

com a desculpa de que vai cuidar delas…

Não doem mais... 

Apenas existem, pois, já se tornaram cicatrizes.


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