sábado, 5 de abril de 2014

Vamos Viver

Olá, congratulações a todos. Me chamo Almando Storck Junior, e estarei junto ao lado do Azambuja escrevendo um pouco de tudo para todos. Sou oriundo de Manhuaçu-MG, mas hoje cidadão do mundo. Sou bacharelando de produção e política cultural pela UNIPAMPA, Campus Jaguarão, ator, diretor de teatro, performer e escritor, tudo por intuição, força de vontade e autodidatismo. Almejo sinceramente poder ser feliz em minhas empreitadas. Não quero e não preciso de muito dinheiro, um amor e um chocolate me bastam. E a vontade de poder continuar a escrever e ser feliz. Only this and enjoy the trip!




Durante muito tempo não acreditava no amor, mas o que eu não sabia, era qual amor eu acreditava. Enganei-me por muito tempo, mas valeu à pena. Pois hoje vejo o tal do amor como ele é de fato, sem alegorias e ideais amorosos.
            Muitas pessoas dizem que vivem intensamente, aproveitando cada minuto como se fosse o último. Mas não é triste viver como se não houvesse amanhã? Por um lado sim, mas e se vivêssemos como se cada momento fosse o primeiro? Já pensou nisso? Se tudo o que acontecesse a nossa volta fosse visto com olhos de criança, mas sem infantilidade? Pois é, é assim que vivo. É assim que acredito que funciona a vida. Ver o mundo com olhos de menino, sem medo de errar, medo de se entregar. Apesar de toda bagagem de vida, todos os pseudojulgamentos que fazem a meu e teu respeito, todas as línguas felinas e olhares peçonhentos eu ainda acredito na bondade das pessoas. Durante todo percurso de vida somos levados a crer no errado, na maldade e nas más intensões, e se todo mundo acreditasse nisso, o mundo, definitivamente, não seria um bom projeto. Mas se a grande força mater disse que viemos a este mundo com um propósito, o meu é de mostrar que há bondade nas pessoas, sejam elas políticos que corrompem ao assaltante de senhoras indefesas. Afinal de contas, o que há de pior do que ter de fazer algo desonesto para o bem próprio? Quer castigo pior que esse? Não vale nem nunca valeu a pena tirar proveito da ignorância alheia. Temos muitos motivos para odiar quem nos fez mal, ficar com raiva daquela frase dita no momento errado, excluir da nossa vida aquela pessoa que não nos serve mais, seja lá qual serventia for. Mas isso é muito óbvio, não? Jogar fora ou eliminar toda uma história é o mesmo que não ter lembranças, não ter histórias pra contar. No dia que aprendermos a lidar com os sentimentos negativos, como sentimentos necessários, estaremos dando um passo para além do nosso alcance. E aí você me pergunta, o que isso tem a ver com amor? Tudo. Hoje sei que amor é um sentimento concreto que leva o ser humano ao bem estar subjetivo capaz de transformar uma realidade, ou várias. Durante muito tempo acreditei no Eros, a carne o desejo, que faz parte também da minha capacidade de ser, mas hoje eu quero Ágape, a fraternidade, a igualdade, o outro como outro.
            Então, vamos viver mais! Vamos ser mais. Não abandonemos o olhar da criança para com o mundo, não perca a capacidade de generosidade com o outro. Ação, essa é a palavra do momento, ação. Assuma compromissos com você mesmo, e não se sabote, afinal de contas, a pior mentira é a que contamos para nós mesmos. Não seja arrogante, aceite as verdades alheias, entenda seus erros, peça desculpas no momento certo, não há nada mais digno nesta vida do que deixar o orgulho de lado e pedir desculpas sinceras. É de graça e o freguês agradece.


Almando Storck Junior, Pelotas, 01/04/2014 às 19h44min.

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