terça-feira, 1 de abril de 2014

Possessivos...



É tão estranho como a simples conjugação de um verbo pode acabar como muitas coisas, percebo isso ao rever e repensar algumas pessoas. Quando acreditava que o “EU” bastava pelo “NÓS”, o imperativo “TU”, “VOCÊ” e novamente nos esquecemos do “NÓS”. Nisso, o verbo  perde o sentido de liberdade passando a ser prisão. Deixa de ser para os dois tornando-se, nocivamente, para um tudo o que ele quer, e para o outro tudo o que ele não quer. Por causa dessa conjugação incorreta. Até os pronomes se desvirtuam, tornando-se os conhecidos e muito usados, possessivos. De “NOSSOS”, para “MEUS”. Renato Russo dizia “... acho que o imperfeito não participa do passado / troco as pessoas / troco os pronomes.”
Eu te amo
no lugar de
nós amamos.
Ama tu, ama você
Ao invés de
 amemos nós.
Tu és só meu
esquecendo-se
do nosso amor.


As frases estão dispostas dessa maneira por gosto, para que vejamos a quais coisas damos mais valor, o que colocamos acima das outras.

Quando o verbo AMOR é conjugado de forma errada, no papel basta apagar com a borracha ou então arrancar a folha... Mas quem consegue essas façanhas quando ele é escrito na vida?


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