É
tão estranho como a simples conjugação de um verbo pode acabar como muitas
coisas, percebo isso ao rever e repensar algumas pessoas. Quando acreditava que o
“EU” bastava pelo “NÓS”, o imperativo “TU”, “VOCÊ” e novamente nos esquecemos
do “NÓS”. Nisso, o verbo perde o sentido
de liberdade passando a ser prisão. Deixa de ser para os dois tornando-se,
nocivamente, para um tudo o que ele quer, e para o outro tudo o que ele não
quer. Por causa dessa conjugação incorreta. Até os pronomes se desvirtuam, tornando-se
os conhecidos e muito usados, possessivos. De “NOSSOS”, para “MEUS”. Renato
Russo dizia “... acho que o imperfeito não participa do passado / troco as
pessoas / troco os pronomes.”
Eu te amo
no lugar de
nós amamos.
Ama tu, ama você
Ao invés de
amemos nós.
Tu és só meu
esquecendo-se
do nosso amor.
As
frases estão dispostas dessa maneira por gosto, para que vejamos a quais coisas
damos mais valor, o que colocamos acima das outras.
Quando
o verbo AMOR é conjugado de forma errada, no papel basta apagar com a borracha
ou então arrancar a folha... Mas quem consegue essas façanhas quando ele é
escrito na vida?

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