segunda-feira, 2 de junho de 2014

Déjà’vu



Sei que quero coisas simples:
Um abraço da Vênus de Milo,
guardar tudo de volta na caixa de Pandora
e ter você comigo.
Vivo numa pobreza sentimental,
não tenho alguém para não ter,
não tenho inspiração para sofrer...
Tenho a impressão de que situações se repetem,
quase que de forma infinita,
de que vivo num Déjà’vu helicoidal,
preto e branco,
no qual o medo que tenho
é fruto da coragem que não me falta.
Tornamo-nos apenas números,
e mesmo assim perdemos o propósito,
pois, ninguém mais quer contar...
Conversar, papear...
Contar, só se for o vil metal,
aquilo que produz mais valia,
tão somente pelo que ele faz,
sem interessar o que ele é...
Não me entenda mal...
Na verdade, não me entenda.
Nem eu consigo isso!
Na verdade não quero. 


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