sábado, 31 de maio de 2014

Janelas da alma


Pelo canto do teu olho vejo tua alegria,
Também vejo tua tristeza.
Pelo canto do teu olho vejo tua jovialidade,
Também vejo tua maturidade.
Pelo canto do teu olho vejo tua atenção,
Também vejo tua distração...
Ah... As janelas sempre nos traindo.
Mostram aquilo que não queremos ver
Ou aquilo que não queremos mostrar...
Não sei bem a quem devo, mas mesmo assim o faço:
Agradeço por não sofrer dessa cegueira
Que assola nosso tempo.
Tu me olhas, mas sou eu quem te vejo.


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