Vejo meias ¾, vejo coturnos desarmados.
Sapatos, sandálias, sapatilhas e
rasteirinhas.
Vejo vários tipos de saias,
Inclusive as que não parecem saias.
Vejo alargadores, penas, brincos, argolas,
piercing’s,
E sei que há alguns que não vejo.
Vejo decotes, alcinhas, mangas curtas e
longas,
Canoas e um ombro só.
Eu vejo gurias, meninas, mulheres, minas.
piriguetes, trocinhos, vadias, santas,
Elas que são eles, Amélias: desconstruídas e
impostas,
Vejo todas em sua liberdade de ser o que
quiserem.
Mas a pessoa ao meu lado no ônibus, não
consegue ver nada disso.
Ela só consegue enxergar uma sociedade
perdida, sem valores.
Mais um cego entre tantos que se apoiam numa
bengala imaginária: valores.
Que só servem para vender imagens distorcidas e contorcidas da realidade em que eles apenas sobrevivem.
Que só servem para vender imagens distorcidas e contorcidas da realidade em que eles apenas sobrevivem.
Mas nós vivemos, nós vivemos...
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