Entorpeço-me de vinho e outras vezes de
pensamento...
Gosto desse ménage à trois entre a Solidão,
Vinho e eu.
Somos tão prazerosos e, ao mesmo tempo, tão
odiosos...
Dizemos o que nem nós queremos ouvir.
Atestamos, com tinta, nossa luxúria e
insanidade...
Justificamos, com o néctar de Baco, nossa
personalidade:
Etílica, pseudo poética, perversa, descabida
e imoral.
Todo entendimento se torna confusão...
Ora gargalhadas retumbantes, ora lágrimas
soluçantes.
Considere tudo que eu disser, mas o que será
determinante
é
conseguires entender o meu silêncio.
Mesmo amordaçado, ele brada enlouquecidamente
dentro de minha sanidade...
Dizendo que não quer mais ninguém a minha
volta...
À espera que alguém o escute, mas não o dê
ouvido.
Isso tudo se traduz numa frase:
A soma de nós três juntos é igual a minha
solidão.
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