domingo, 3 de dezembro de 2023
Trinta e um de Dezembro, quase meia noite
sexta-feira, 15 de setembro de 2023
Castanhos
Será
que ainda é o meu beijo que te visita durante o sono?
Que te
inflama o corpo e acelera teu coração?
Do
nada te faz sorrir e alegra teu momento?
Que te
provoca fogo no olhar.
Ou
será que ele se tornou o mesmo que é esquecido de comprar no mercado?
Que
por acidente é lembrado e, instantaneamente, esquecido.
Tantas
perguntas que não faço, pois, a resposta poderá ser um talvez...
Ou até
mesmo fiquem ecoando até serem algo distorcido e que ninguém mais entende.
Tento
te arrancar de meu peito, mas apenas faço um rasgo em mim
Já
és parte do meu corpo, és minha primeira pele.
A
tristeza preenche o vazio criado pela distância;
Tua
distância aproxima de mim a saudade,
e
a saudade é minha alma faminta...
Sim,
apenas querendo saborear teu beijo, se deliciar com teu sorriso,
teu
olhar e teu abraço. Saciar a fome que sinto de você.
Te
confesso meus desatinos, dores e desejos...
Desejos
que talvez não sejam só meus.
Apenas
deixe que a água quente deslize pelos nossos corpos nus...
Que
ela seja uma sensação a mais no desejo que se manifesta nesse instante...
Que
tua pele arrepiada seja o sinal de que realmente estas aqui...
Que
tuas unhas rasgando minhas costas sejam a minha recompensa...
Que
possa me valer do sabonete para percorrer teu corpo...
Deslizando
por tuas costas, tua cintura, tuas coxas...
Que a
palavra pudor seja banida de nosso instante...
Que o beijo mordido seja nosso e apenas nosso e ao
final dele, olhos bem abertos, fixos um no outro,
tomados pelo fogo que despertamos no que há de
mais primitivo dentro de nós naquele instante: o
desejo.
sábado, 12 de agosto de 2023
Caos
É uma
mistura de som, barulho e ruído,
Tudo
isso aprisionado num velho silêncio.
Filme
que novamente está em cartaz,
Mas
que finjo não saber o fim.
História
mal contada...
Mal
falada, Mal dita, Mal vista, mal afiada.
Como o
fio da faca que tenta separar a realidade do sonho,
O são
do febril, o certo do avesso, o que olho e o que vejo.
Faca
tão mal afiada que rasga a carne,
Rasga
a ação, rasga a palavra, rasga o pensamento...
Não
posso negar o desejo que sinto de outra vez beber esse vinho...
Mas
não posso fingir que não recordo deste gosto.
Fel
amargo preso em minha boca
Criado
pelo suor de um corpo que não deveria ser meu.
Criado
pela cega paixão inflamada pela tua solidão.
Solidão
que transforma, não água em vinho,
Mas
admiração em desejo, afeto em paixão,
cumplicidade
em nudez...
Vidas
em Caos.