O sino dobra... E eu desdobro
nossos lençóis...
Bagunço as cobertas, teu cabelo e
nossas vidas.
Ouves que te amo, sem que eu diga
nada...
Apenas com o meu olhar.
Teu suspiro me responde, teu
gemido me guia...
Inflama meu corpo.
Juntam-se Corpos e almas se
confundem...
Juntam-se Almas e corpos se
fundem.
Juntam-se Corpos e vidas se
separam...
Juntam-se Vidas e Corpos se
separam...
Despidos de todo pudor...
De todo o respeito que tentam nos
impor...
Assim as coisas começam...
Assim as coisas terminam...
Assim destruímos o que criamos.
Espalhados em minha volta...
Dispersos, cortantes, confusos...
Sem forma definida...
Sem tamanho certo...
Eu descalço,
Tentando correr sobre eles...
Como se não pudessem me ferir...
Tentando ignorá-los.
Mas lá estão... Fazendo-me
sangrar.
Finjo esquecer que fui eu mesmo
que os fiz.
Eu e meu coração de pedra...
Eu e meu jeito de deixar as
coisas...
Eu.
Assim eles estão...
Assim nós estamos...
Como o título desse texto.
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