As palavras não te dizem mais nada
ou isso é privilégio apenas das que te digo?
Teus ouvidos não suportam o som da minha voz
ou apenas não aceitas o desejo que te domina ao me escutar,
mesmo ao longe...
Ou tudo isso não passa de uma alucinação febril,
que ultrapassa a medida de tudo que vivi até agora.
O rubor não toma mais conta de mim,
As palavras, que outrora fugiam,
Não conseguem mais se distanciar
do que pretendo dizer.
O pensamento que antes pairava solto,
como o balão perdido de alguma criança,
Mantém constância cartesiana, A mesma encontrada no eixo
"X".
Fico preso a soma dos catetos e,
pretensiosamente, ignoro a existência da Hipotenusa.
Assim as coisas se tornaram ao te ver...
Eu te guardo nas palavras que nunca disse
E nos silêncio que não faço.
Esta boca, que ainda está molhada pelo teu beijo,
sussurra teu nome pelas ruas desertas...
Anseia em ter novamente teus lábios mais uma vez...
Talvez pela última vez,
Mas diferente do último beijo, pois, não sabíamos que
o Futuro não seria
mais conjugado por nossas bocas juntas...
Apenas o Pretérito seria recitado... Pretérito Imperfeito.
Mas não sei se isso é o suficiente