Será
que ainda é o meu beijo que te visita durante o sono?
Que te
inflama o corpo e acelera teu coração?
Do
nada te faz sorrir e alegra teu momento?
Que te
provoca fogo no olhar.
Ou
será que ele se tornou o mesmo que é esquecido de comprar no mercado?
Que
por acidente é lembrado e, instantaneamente, esquecido.
Tantas
perguntas que não faço, pois, a resposta poderá ser um talvez...
Ou até
mesmo fiquem ecoando até serem algo distorcido e que ninguém mais entende.
Tento
te arrancar de meu peito, mas apenas faço um rasgo em mim
Já
és parte do meu corpo, és minha primeira pele.
A
tristeza preenche o vazio criado pela distância;
Tua
distância aproxima de mim a saudade,
e
a saudade é minha alma faminta...
Sim,
apenas querendo saborear teu beijo, se deliciar com teu sorriso,
teu
olhar e teu abraço. Saciar a fome que sinto de você.
Te
confesso meus desatinos, dores e desejos...
Desejos
que talvez não sejam só meus.
Apenas
deixe que a água quente deslize pelos nossos corpos nus...
Que
ela seja uma sensação a mais no desejo que se manifesta nesse instante...
Que
tua pele arrepiada seja o sinal de que realmente estas aqui...
Que
tuas unhas rasgando minhas costas sejam a minha recompensa...
Que
possa me valer do sabonete para percorrer teu corpo...
Deslizando
por tuas costas, tua cintura, tuas coxas...
Que a
palavra pudor seja banida de nosso instante...
Que o beijo mordido seja nosso e apenas nosso e ao
final dele, olhos bem abertos, fixos um no outro,
tomados pelo fogo que despertamos no que há de
mais primitivo dentro de nós naquele instante: o
desejo.