Gardel canta
e encanta a todos.
Um acordeom que
chora melodias...
Um vestido
fendado, emoldurando o corpo de uma linda mulher.
Traz em
versos o Amor, o fogo de uma paixão.
Fogo esse
atiçado pelo Vinho.
Ah o
Vinho...
Néctar de Baco,
a alegria de Dionísio...
O meu
deleite e o meu algoz...
E junto a
tudo isso vem a Saudade.
Saudade de
um Eu que não sei onde perdi.
Se deixei em
tua cama ou pelo caminho escuro que decidi seguir.
Um Eu que
não sei se foi verdadeiro ou apenas um conceito de Freud.
Uma Projeção
minha, sobre mim mesmo,
Uma das
inúmeras mentiras que contei.
E que ainda
conto.
Um palco
vazio...
Sem
acordeom, sem mulher e sem Luz.
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