quarta-feira, 30 de março de 2022

Tango, Vinho e Saudade

 

Gardel canta e encanta a todos.

Um acordeom que chora melodias...

Um vestido fendado, emoldurando o corpo de uma linda mulher.

Traz em versos o Amor, o fogo de uma paixão.

Fogo esse atiçado pelo Vinho.

Ah o Vinho...

Néctar de Baco, a alegria de Dionísio...

O meu deleite e o meu algoz...

E junto a tudo isso vem a Saudade.

Saudade de um Eu que não sei onde perdi.

Se deixei em tua cama ou pelo caminho escuro que decidi seguir.

Um Eu que não sei se foi verdadeiro ou apenas um conceito de Freud.

Uma Projeção minha, sobre mim mesmo,

Uma das inúmeras mentiras que contei.

E que ainda conto.

Um palco vazio...

Sem acordeom, sem mulher e sem Luz.