Tenho sede do suor de teu corpo...
Anseio em perder meus olhos em tuas coxas.
De sentir teus pés em minhas costas...
De perceber o arrepio de tua pele.
Tua respiração ofegante...
Teu grito mudo...
Teu sorriso em meio a um gemido...
De mesmo já tendo mapeado tuas costas,
Medi-las do alto de tua nuca ao fim.
Minha destra o faz com habilidade.
Habilidade essa alcançada pela intimidade que se repete
entre nós.
E a canhota, inquieta e voraz, demonstra a satisfação de
nosso ritmo.
Minha palma sente todo teu calor.
Lembro de tuas pernas em meu peito...
Cruzadas como nossos caminhos, como nossos desejos.
Mão dadas, apertadas, demonstrando intensidade e tesão.
Já não se sabe mais onde um começa e o outro termina.
Desejo e calor...
Cama totalmente desfeita.
Lembranças acesas...
Desejos despertos...
A espera de que, juntos, palavras se tornem atos...
Para assim matar minha sede...
Para assim matar nosso desejo.