segunda-feira, 3 de junho de 2019

Sei lá, Paz



Mas a lembrança da tua voz passa e fica...

Mas a lembrança da tua voz me pacifica...

Lá fora, o som da chuva...


Aqui dentro, retumba o silêncio...


Palavras disfarçadas em silêncios...


Acentuadas pelo tempo que passou...

Borradas pelas lágrimas de mágoa e tristeza...

Ditas, malditas, bem ditas...

Na tentativa vã de esquecê-las, são entoadas como mantra.



Mas a lembrança da tua voz passa e fica...

Mas a lembrança da tua voz me pacifica...

Fecho meus olhos e, como num delírio febril,

Sinto o calor do teu corpo,

O perfume da tua pele,

O toque da tua mão na minha

E o sussurro de tua boca perguntando:

Onde estive esse tempo todo.



Mas a lembrança da tua voz passa e fica...

Mas a lembrança da tua voz me pacifica...


Abro meus olhos... Apenas eu.

Não há a presença nem da Solidão

Apenas eu. Algo que já se tornou habitual...

Acredito que a Paz, tão buscada,

Não será encontrada numa bandeira,

Mas certamente no aconchego de teus lençóis,

De teus braços, teus lábios... Em teu sorriso apertado.



Mas a lembrança da tua voz passa e fica...

Mas a lembrança da tua voz me pacifica...




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