O Dente-de-Leão, sempre ao
sabor do vento, sem a preocupação de onde nascer, encontrou paz na Terra do
Mar... Lá viu uma flor de açucena florescer. E isto aconteceu nas mãos dele.
Ela já havia se esquecido de
como era florir. Bela que se fez oculta, se resignou nas sombras da tristeza e
da melancolia, pelo medo que em outros tempos lhe fez tormento. Ele foi o
afortunado a presenciar essa beleza. O Cais, a Corveta e a cidade ao Norte são
suas testemunhas nisso. Tudo isso num Santo lugar...
Suas mãos dadas, olhares de
encontro um ao outro e o seu silêncio produziram algo que não sabiam como
explicar... Apenas sentir. Silêncio este cortado por risos e confissões; Mates
e suspiros; Músicas e beijos.
Ah o teu beijo morena,
lembra o calor do Sol das manhãs de Primavera: Intenso e Suave. Aquece o mais
íntimo do meu ser. Que eu possa ter, outra vez, teus lábios juntos aos meus. A
força do teu toque desfez uma barreira que talvez nem os Deuses possam ter pensado
em ultrapassar... Apenas teu toque o conseguiu. E que, a cada dia que isto acontecer,
possa repetir essa prece até que se torne um mantra, entoado ao ritmo da
respiração que temos juntos: Que seja o ar que nos dá vida. Três noites se
passaram e Três Luas vão se encarregar de por fim a todos os medos.
Eu te tornei palavra,
outrora dita... Agora escrita... Mas antes de tudo sentida. A sorte está
plantada, que nossa colheita seja farta.
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