Das
promessas de que fizemos juntos...
De
que faríamos nossa alegria.
Num
instante a lembrança da tua boca dizendo bom dia...
No
outro ela se fazia dona de meu corpo;
Num
instante tuas mãos me empurram, para que assim acordasse...
No
outro rasgavam minhas costas, num calor mais que febril;
Num
instante era aconchegante como uma manhã de primavera...
No
outro quente como uma noite de verão;
Era
intrigante e apaixonante tê-las, as duas...
Ao
dispor de nosso intenso momento.
Ao
pudor dávamos apenas o desrespeito.
Aquele
que provém dos que nada temem, pois tem um ao outro.
Uma
sabia da existência da outra...
O
ciúme destruía seu corpo frágil...
Fazia
com que uma apagasse a lembrança da outra...
E
a mim restava o esquecimento dos momentos que juntos passávamos.
Fui
teu remédio e teu veneno...
Até
que deixei de ser algo a vocês duas.
Vivemos
além à beira do precipício, vivemos à linha da borda.
Tínhamos
todas as qualidades e todos os defeitos;
Todos
os anjos e todos os demônios;
Todas
as coragens e todos os medos;
Tudo
tivemos e tudo perdemos.
Tenho
o coração trincado desde o dia que,
Numa
mentira que nós sabíamos não ser a verdade,
Disse-te
que o nosso engano teria de chegar ao fim...
E
que a ti só caberia voltar ao lugar onde vocês já haviam vivido.
Peço
aos céus que vocês tenham a Paz, pois a mim coube os despojos e as saudades.
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