Pessoas apressadas, sem rostos, apenas tristezas.
Olhou para o outro...
Apenas a vida de estranhos acontecendo.
Constatou que estava só.
Tão só que nem a saudade o acompanhava...
Tão estranho...
Ele se acostumou com isso.
Talvez seja esse o problema.
Tão envolto por nada que lhe prendesse.
Tão cheio do vazio que o preenchia.
Tanto acontece a sua volta e, ao mesmo tempo nada...
Buzinas, sirenes, motores, gritos...
Dentro de si, o silêncio.
Sim, o silêncio.
Bradando por algo que não pode ser traduzido em
palavras...
Imagens se misturam a lembranças...
Rabiscos feitos com giz de cera numa calçada antes da
chuva...
Sem nitidez...
Apenas arremedos de algo que já se encaminha ao
esquecimento.
Algo que, por esquecimento meu, ainda lembro.