sábado, 26 de novembro de 2016

Eu, Eu Mesmo e Irene

Este sou eu: Alguém que se acostumou a deixar as coisas pelo caminho.

Preso num emaranhado de fios soltos, carretéis e novelos dispersos.

Todos confusos pelo fato de que juntos, manipulados por minhas mãos,

Fazem parte de um tecer manchado de alegrias e mágoas. Sorrisos e lágrimas.

Cá estou perdido em meus pensamentos

Lonjuras que semeio e cultivo.

Delas me faço prisioneiro e ao mesmo tempo meu algoz.

Sou como um temporal,

Desses que acontece no fim de Agosto.

Muitas vezes se anuncia, mas se faz mansidão,

Outras se faz tormenta e a nada respeita.

Olho a minha volta e sou acompanhado de solitários.

Entre tantos rostos,

Muitos gostos e talvez alguns desgostos.

Pessoas, histórias, palavras.

Ditas, pensadas, caladas.

Olhares, lugares, paisagens.

Alguns são amores já outros apenas chantagens .

E qual a vantagem de perceber isso tudo e ser prisioneiro de si mesmo?

Até um outro dia ou uma outra vida.