Preso num emaranhado de fios soltos, carretéis e novelos dispersos.
Todos confusos pelo fato de que juntos, manipulados por minhas mãos,
Fazem parte de um tecer manchado de alegrias e mágoas. Sorrisos e lágrimas.
Cá estou perdido em meus pensamentos
Lonjuras que semeio e cultivo.
Delas me faço prisioneiro e ao mesmo tempo meu algoz.
Sou como um temporal,
Desses que acontece no fim de Agosto.
Muitas vezes se anuncia, mas se faz mansidão,
Outras se faz tormenta e a nada respeita.
Olho a minha volta e sou acompanhado de solitários.
Entre tantos rostos,
Muitos gostos e talvez alguns desgostos.
Pessoas, histórias, palavras.
Ditas, pensadas, caladas.
Olhares, lugares, paisagens.
Alguns são amores já outros apenas chantagens .
E qual a vantagem de perceber isso tudo e ser prisioneiro de si mesmo?
Até um outro dia ou uma outra vida.